A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 30/06/2018

No desenho americano Batman, Bruce Wayne, um cientista bilionário, resolve se vingar contra todos os criminosos após testemunhar a morte de seus pais na infância. Nesse ínterim, analogamente, apesar de tratar-se de uma ficção, a caracterização do personagem é facilmente encontrada na vida real, pois imagens e vídeos expõem a ação de justiceiros por todo o Brasil. Desse modo, convém a análise das possíveis causas de tais posturas: as falhas nos processos educacionais e irregularidades no poder judiciário e executivo brasileiro.

Em primeira análise, convém destacar as possíveis desigualdades educacionais brasileiras. Parafraseando a célebre frase de Nelson Mandela: “a educação é a arma mais poderosa para salvar o mundo”, observa-se que o progresso social do país depende, em grande parte, da execução das práticas educacionais. Contudo, no Brasil, a crescente divulgação de vídeos e imagens revelam que grande parte dos justiceiros pertencem às classes menos favorecida, e mais da metade convivem com a violência desde a idade tênue.

Nesse contexto, nota-se que além dos lapsos na educação do país, há também uma grande discrepância no que diz respeito aos poderes público. Destarte, as falhas na promoção de justiça promovem, além de novos casos de violência, uma revolta populacional para fazer justiça com as próprias mãos. Outrossim, lugares em que há mais casos de violência propiciam cenas desumanas e fazem com que a população se habitue a presentear tais casos, e muitos dos indivíduos não denunciam os cenários de ação dos justiceiros. Por conseguinte, segundo Thomas Hobbes, a intervenção estatal é necessária como forma de proteção dos cidadãos de maneira eficaz.

Em consequência disso, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, a promoção de palestras em escolas de nível médio com policiais militares que relatem a importância da parceria “comunidade - poder executivo” ao denunciarem casos de violência. Isso poderá ser feito pela exposição de vídeos educativos os quais promovam a participação dos jovens, a fim haver um desenraizamento dos atos costumeiros de violência pelo Brasil. Ademais, é necessário que a mídia, por meio do seu poder de persuasão, promova documentários com linguagem compreensível à população os quas revelam as consequências sociais e econômicas da ação dos justiceiros, a fim de criar um maior temor nos cidadãos e torná-los menos contribuintes com casos hediondos.