A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 02/07/2018
Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em “suas memórias póstumas” que não teve filhos e não transmitiu a ninguém o legado da nossa miséria. Possivelmente hoje ele percebesse acertada sua decisão: o comportamento de muitos dos brasileiros frente a justiça feita com as próprias mãos. Com isso, surge a problemática da violência que, persiste e está diretamente ligada a realidade do país, seja pela insuficiência das leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.
Outrossim, é indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam diretamente ligadas ao problema. Segundo Aristóteles, a política,deve ser utilizada, de modo que, por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado. De maneira análoga, é possível perceber que a política no sociedade brasileira por ter tanta impunidade e uma burocracia tão lenta,que consequentemente acaba levando muitos cidadãos corretos à atos violentos, por sentirem-se injustiçados no momento em que não possuem seus direitos garantidos, haja vista que, o conceito de isonomia presente na constituição de 1988 não esta sendo garantido.
De acordo com a letra do grupo titãs, “desde os primórdios até hoje em dia o homem ainda faz o que o macaco fazia”. Ao seguir está linha de pensamento, nota-se que o ser humano mesmo após tantos anos de evolução, tanto intelectual quanto social, ainda é capaz de fazer atos de crueldade ao próximo, mesmo diante do fato de estarem sendo injustiçados no momento em que revida, acaba perdendo a razão, tornando-se como o seu agressor.
Convém portanto, que, o Ministério da Educação, junto as redes publicitárias promova palestras para todos os estados, sobre respeito ao próximo, com o intuito de conscientizar desde cedo aos jovens a dizer não a violência. Ademais, o Governo Federal deveria melhorar a atuação dos três poderes (legislativo, executivo e judiciário), para que haja melhoras em sua justiça, rapidez e menos impunidade.