A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 17/07/2018

A negligência do Estado brasileiro para prover segurança tanto quanto justiça faz ascender os justiceiros que usam um código análogo ao de Hamurábi,o qual possui tal máxima: " olho por olho, dente por dente". Esse fato traz uma grande risco para a sociedade, afinal a anarquia social gera, por vezes, vítimas que não possuem ligação com os problemas ocorridos, mas foram “julgadas” por engado. Dessa forma, fica evidente que o Poder Público precisa cumprir com seu papel, ou seja, disponibilizar,dignamente, os direitos básicos para que a justiça com as próprias não ascenda.

Em primeiro lugar, segundo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para atenuar o modo selvagem do homem, promovendo, assim, não só a justiça, mas também o bem comum. Seguindo essa linha de pensamento, a incompetência do Governo brasileiro para prover os direitos sociais faz ascender o estado primitivo do homem, proporcionando, desse modo, o aparecimento da anarquia, a qual é expressada por justiceiros que desacreditados no Poder Público buscam a justiça com as próprias mãos. Assim sendo, o único mode de parar essa desfragmentação social é ambas as partes fazendo seu papel.

Além disso, por causa dessa desesperança, a população veem apoiando a justiça com as próprias mãos que infelizmente está fazendo vítimas por engado. Exemplo disso aconteceu em São Paulo, onde uma jovem mulher, Fabiana, que ao ser confundida com uma sequestradora de criança foi espancada brutalmente, de modo que acabou falecendo depois. Com consequência, percebe-se que, embora a população esteja inflamada pela falta de justiça, esse ato só trará mais anarquia. Por isso, o ideal é exigir do Estado os direitos constitucionais para que não seja preciso recorrer, ilegalmente, a esse comportamento.

Diante dos fatos supracitados, o Poder Público, para ganhar mais credibilidade da população, precisa não só criar, por meio da Câmera dos Deputados, leis mais competentes que não permita brechas que tornem a injustiça frequente, mas também ascender o processo seletivo de policiais, visando aumenta-los para, assim, combater a violência urbana. Desse modo, a população conseguirá a justiça e a segurança, não sendo necessário recorrer a formas brutais. Ademais, a sociedade deve fazer seu papel como cidadã, buscando melhorias sociais através de revindicações, manifestações e nas votações, deixando de lado papel como juíza, afinal os fatos demonstram que isso só gera mais anarquia. Com isso, se ambas as partes fizerem sua parte, a sociedade conseguirá ficar longe de seu lado selvagem.