A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 26/07/2018
Segundo Kant o ser humano é aquilo que a educação faz dele,ou seja,as informações adquiridas ao longo de seu crescimento físico e principalmente mental traduzem suas ações.Com isso,indo de encontro com a evolução científica, o ato de punir os demais segundo a própria moral está de certa forma intrínseco na sociedade,se tornando algo “cultural”.
A exemplificação dessa “cultura” da justiça com as próprias mãos se encontra na Lei de Talião,que conferia poder aos que sofreram injustiça o poder de revidá-la.Essa lei pertence ao código de Hamurábi,que compilava as regras de uma sociedade que residia na mesopotâmia,séculos antes de cristo,demonstrando o quanto a vingança e a necessidade de punir está presente na estrutura social,como se fosse uma forma de ressarcir o dano cometido.
No entanto,essas ações desrespeitam o contrato social,definido por John Locke como a privação de certas atitudes em troca de segurança e liberdade,revelando a ineficácia do Estado no seu dever de proteção.Ou seja,acaba gerando a sensação de medo na população,e a falta de credibilidade na justiça,ocasionando em mais casos de “justiça pelas próprias mãos.
Torna-se evidente ,portanto,a necessidade de reversão dessa cultura da violência,que pode,e deve começar através da educação;o Ministério da Educação e Cultura deve implantar desde o ensino fundamental aulas semanais que fomentem o debate sobre as consequências de impedir que o governo,através do poder judiciário confira a sentença correta aos que infrinjam a lei,a fim de formar adultos conscientes da consequência de um julgamento errôneo.