A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 27/07/2018
A justiça com as próprias mãos não é uma ocorrência nova em nossa sociedade, visto que logo nos primórdios da civilização era instituído o código de Hamurábi, considerado o primeiro manual jurídico do mundo, detinha em sua base “o olho por olho, dente por dente”. Em relação ao Brasil contemporâneo em que situações como essas ainda são recorrentes, se torna necessário pensar o porquê e quais as opções viáveis para impedi-las.
Primeiramente, a vingança ocorre em nosso país devido aos altos índices de violência que se perpetuam e crescem cada vez mais, por isso quando não temos o devido entendimento de que esse problema é estrutural, culpamos apenas o indivíduo que comete os tais crimes.
O sociólogo Wright Mills, dá o nome a uma noção diferenciado do olhar sociológico, no qual é necessário entender os fatores que desencadeiam o ato do roubo, por exemplo. Portando, todos devemos perceber como o estado agressivo em que nosso pais se encontra é devido a uma carência pela educação.
Outrossim, É importante deter a noção de que por um âmbito moral do espectro, é ilógico cometer um ato de crime por vingança quando o objetivo é justamente diminuir a tal violência. De modo que não desvirtue a máxima do imperador Marco Aurélio, “O melhor modo de vingar-se de um inimigo, é não se assemelhar-se a ele”.
Entretanto, um discurso está se popularizando pelo Brasil, este é: a volta do armamento para a população, que demanda poder se defender com seus próprios esforços. Ora, se nos outros países em que ocorreu a liberação não houve melhora nos índices de violência, tais como Estados Unidos, etc. portanto, no Brasil não seria diferente.
Por fim, em vista de toda a situação de violência que o Brasil está enfrentando, é necessário uma ação em conjunto entre as escolas públicas e privadas e também o Governo do Estado. A escola deve conscientizar a população por meio de debates em sala de aula que preguem um olhar sociológico mais vivido em sua população desde suas raízes. O Estado fornecer investimentos em uma segurança de qualidade, tudo isso a fim de possibilitar mais confiança por parte da população no cumprimento dos deveres judiciários pelo próprio estado.