A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 01/08/2018

“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância, de maneira, que ultrapassa a própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é a realidade para a população que busca justiça para criminosos que por muitas vezes têm desde penas baixas ou reduzidas até trabalhos comunitários se têm condições de pagar a casual propina.

Como herança da idade média, o sistema punitivo atual não teve progresso em melhorar a igualdade de penas para as diferentes classes sociais, tendo tendo como exemplo os nobres que nunca eram punidos e a plebe, representando as classes baixas hoje, que pagavam penas brutais, chegando ate à morte. Demonstrando a dificuldade vivida pelas pessoas vê-se que a visão de Platão chega a ser utópica.

Ademais, o sistema judiciário é falho, sem penas fixas para certos crimes de alta gravidade como assassinatos, latrocínio entre outros. O lapso na justiça  pode ser comparado à lei da inércia de Newton, que explica que algo permanece em movimento até que força suficiente aja sobre ele. O movimento é a falta de justiça e a força  seria a solução. Para algumas pessoas a solução seria a “justiça com as proprias mãos”, geralmente por meio da violência, e sem perceber essas pessoas agem em detrimento da justiça legal.

Diante do exposto, vê-se que fica nas mãos da supremacia constitucional regular as leis punitivas, tornando as penas fixas para certos crime. Com penas estáveis não há maneira de corromper o sistema punitivo que aos poucos chegaria à justiça real