A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 13/08/2018
É notório que praticar justiça como nos desenhos e filmes é fácil, visto que os heróis como o Batman, Homem-aranha e Superman sempre prendem os ladrões e no final tudo acaba bem. No entanto, fora da televisão e dentro do Brasil a situação é grave, agir como se fosse um salvador e cometer justiça com as próprias mãos é perigoso.
Sabe-se que o Brasil tem altos níveis de criminalidade o que aumenta a busca pelos direitos à segurança dos cidadãos. Desse modo, muitos indivíduos acham que podem matar e maltratar aqueles que roubam e não são punidos; em exemplo disso foi o que dois homens fizeram a um adolescente, tatuaram em sua testa: " Eu sou ladrão e vacilão", após o verem roubar uma bicicleta de um deficiente físico e resolveram dar ao menino uma lição de moral e acabaram na cadeia por tal ato.
Embora a situação traga muita indignação, não cabe aos cidadãos agir como o código de Hamurábi : " Olho por olho, dente por dente", uma vez que a Justiça e a punição dever ser dada pelo Estado. Além disso, combater crimes é dever dos policiais, e o modo como as pessoas buscam praticar a justiça sozinha faz uma inversão à premissa de Renê Descartes, em que ele diz : " Penso, logo existo", para Penso, logo quero fazer justiça, transformando-os em cidadãos iguais ao da Idade Antiga que seguiam o Hamurábi.
Faz-se necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. Convém que o Estado, em parceria com a Polícia Federal, fiscalizem melhor a criminalidade nas cidades, a fim de procurar punir os responsáveis pelos crimes, manter a sociedade segura e assim diminuir a prática da justiça com as próprias mãos. Indispensável, ainda, é que o Conselho de Autorregulamentação Publicitária-Conar- faça propagandas que incentivem as famílias a verem que tipo de programação os filhos assistem para que não tentem fazer o mesmo que nos filmes e desenhos. Desse modo, a população se sentirá segura e não irá praticar punições com nenhum indivíduo.