A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 14/08/2018

Insegurança populacional

A violência, na maioria das vezes, é gerada por um círculo vicioso. Logo, quanto mais crimes são cometidos, tanto em questão da corrupção e de decorrentes atos de agressões físicas, mais e consequentemente serão as práticas de cometer justiça com as próprias mãos. Um problema que se tornou comum no Brasil.

O aumento da violência como forma de manifestação da justiça é decorrente, dentre outros fatores, da herança da anistia “autodeclarada” pela ditadura militar. Esta, sinônimo de repressão contra a sociedade, atualmente sofre os reflexos na desvalorização, que influencia muitos brasileiros a desconfiarem do policiamento como forma de praticar a justiça. Contudo, percebe-se constantemente as práticas de agressões físicas, como os linchamentos, motivados pela “falta de justiça” e ausência de policiais nas ruas para deter os conflitos.

Logo, é notório a desvalorização dos agentes de segurança, em destaque, dos policiais, tanto para o Estado, que não investe o suficiente qualitativo e quantitativamente, admitindo um maior índice de violências nas ruas e consequente aumento de bandidos, quanto para a população. Esta, que em grande parte, se declara superior aos poderes da lei do Estado e estabelecem as punições dos acusados. Estes, que decorrem de crimes como estupro e sequestro.

Logo, em detrimento do exposto, faz-se necessário um maior investimento, por parte de cada Estado, juntamente ao Governo Federal, no policiamento adequado. Este, promovido tanto em melhorias em cursos preparatórios - para capacitação e maior agilidade para evitar desastres, como em um remuneração justa, proposta para evitar o distanciamento desses profissionais do mercado de trabalho. E assim, proporcionar segurança e diminuir as práticas de justiça com as próprias mãos no Brasil.