A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 02/09/2018

O filósofo social Rousseau, afirmava que ’’ O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe’’.Análoga a esse  pensamento é possível associar a realidade atual da violência urbana, que consiste na prática de justiça com as próprias mãos.Percebe-se que de acordo com a maldade existente na sociedade o indivíduo torna-se mal semelhante à ela.Nesse contexto, deve analisar como causa dessas ações o descredito do Estado Judiciário e a banalização da vida.

Em primeiro plano, é fundamental apontar que a Justiça brasileira não transmite confiança para seu povo.Isso acontece porque o processo de julgamento dos crimes são demorados, visto que a falta de defensores públicos para julgar as transgressões influência na prolongação da punições de criminosos.Além disso, o anseio de vingança por parte de pessoas próximas da vitima, ou ate mesmo o próprio alvo levam a prática de ações justa por si mesmo, com a finalidade de impor punição.O resultado disso são os relatos de linchamento que ocorre com frequência nas cidades, aumentando o índice de violência urbana.

Outro aspectos a ser abordado é a falta de empatia de uma sociedade altamente intolerante.Isso pode-se explicar sob o mesmo ponto de vista da ’’ Modernidade Líquida’’,obra do sociólogo Zygmam Baumam, que diz que as relações interpessoais são como produtos e que podem ser descartados.Essa reflexão faz-se referência a validade da vida diante de uma grande massa que resolve violência com mais violência.Em consequência disso é o índice de mortes banais só cresce.

Portanto,para que o problema da Justiça com as próprias mãos  seja solucionado é necessário que o Poder Público por meio de mais contratação de defensores público acelere o julgamento dos processos,para conquistar uma justiça eficaz.Ademais é essencial que o Ministério da Educação promova nas escolas por meio de aulas atividades que estimule o sentimento empático pelo próximo.Sendo assim, diminuir a problemática em questão.