A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 27/09/2018

Na série O arqueiro, o vigilante junto com sua equipe faz justiça com às próprias mãos, com intuito de diminuir à criminalidade de sua cidade, já na vida real isso é uma veracidade brasileira. É entendível que a população reaja das mais diversas formas, tentando com isso se proteger. Porém, mesmo que haja tardamento por parte do judiciário e lapsos na segurança pública que precisa ser endireitado, resolver problemas sem ser por vias legais, não é a solução para combater impasses que precisam ser defrontado por outra forma.

É primordial, discutir sobre o hodierno cenário do sistema judiciário brasileiro. A tardança em julgar os casos que lhes são enviados tem contribuído para que haja uma descrença por certa parte da população. Logo, os denominados ‘’justiceiros’’ assumem o papel da polícia e da justiça, procurando, sentenciando e penalizando os que cometem infrações. Além de não ser nada contribuidor à disciplina, fazer justiça com as próprias mãos caracteriza-se como uma prática ilegal, uma vez que somente pertence às autoridades constituídas aplicar medidas punitivas.

Ademais, tomar desições impulsivas podem gerar resultantes negativo. Cledenilson Pereira Silva, foi morto por moradores de São Luís, após anunciar o assalto o suspeito foi amarrado, despido e linchado. Ele não teve sequer o direito de se defender, sendo levada, então, à morte. A atuação desses revoltosos foi uma prova incontestável de que fazer justiça por conta própria está na contramão do que preconiza o Estado Democrático de Direito, que têm o contraditório e a ampla defesa como garantias constitucionais.

Dessa forma, fica claro, que assumir a função que cabe aos órgãos encarregados não é o caminho viável. É fundamental que a população fiscalize e reivindique dos governantes melhorias na área da segurança pública e no sistema judiciário, a fim de que diminua a criminalidade e haja mais agilidade ao julgar casos. As escolas como agentes educadoras devem ser espaços para palestras, onde a mesma mostre ao público que resolver problemas com as próprias mãos não soluciona o problema, apenas traz mais.