A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 24/10/2018
O sociólogo, Max Weber, afirmava que o poder legítimo da força é atribuição do Estado, dessa forma, cabe a ele a promoção da justiça em uma nação. Nesse contexto, o Brasil como Estado Democrático de Direito é adepto a essa máxima , contudo, episódios da prática de justiça com as próprias têm se tornado latente na pátria. Nesse sentido, avaliar as causas que fomenta tal problemática e buscar medidas para cessa-las, são imprescindíveis.
Em primeira análise, cabe ressaltar o pensamento do filósofo Thomas Hobbes, que diz que a ineficácia do Estado em proporcionar segurança aos seus patriotas instaura uma conjuntura social caótica, em que homens atacam seus semelhantes. De maneira análoga, o descredito da justiça brasileira no combate de atos ilícitos na sociedade fomenta esse quadro depreciativo na nação, como corrobora uma reportagem divulgada em 2014 pelo o jornal O Globo, no qual aborda que de cada cem crimes cometidos no país, apenas dez são elucidados, configurando-se, assim, um imenso cenário impunitivo. Diante de tal impotência das instituições preventivas frente a violência que assola o Brasil, abre precedente para que as pessoas façam justiças com as próprias mãos caçando, punindo e até matando indivíduos que não têm se quer o direito de se defender, logo, medidas fazem-se urgentes para coibir essa ação ilegal da força.
Ademais, convém frisar que a disseminação de notícias falsas nas mídias sociais, é outro aspecto que induz tal ato depreciativo no meio social. Comprova-se isso por meio do caso ocorrido com Fabiane de Maria de Jesus, moradora do Guarujá, litoral de São Paulo, foi confundida com uma sequestradora de crianças que teve seu retrato disseminado pelo Watsapp, linchada por várias pessoas da região até a morte. Nessa conjuntura, é notório que as redes sociais quando mal utilizadas pode ser um artifício que incentiva tal ação deplorável, em um país democrático que assegura o direito da defesa como um bem inerente ao homem. Nesse panorama, alternativas são emergenciais para reverter essa situação que agride o direito do outro.
Fica claro, portanto, as consequências que a justiça com as próprias está gerando no Brasil. Dessa maneira, o Ministério da Justiça deve destinar mais verbas para o aumento da contratação de juristas e policiais, a fim de fortalecer a justiça do país para que cumpra seu papel de forma eficaz, assim, diminuindo os casos de tal ato já citado. Outrossim, os indivíduos devem certificarem de informações de crimes alheios compartilhadas nas redes sociais, são autenticadas, verificando que a fonte geradora
compete credibilidade e denunciar a polícia quando constatado a veracidade do fato, para diminuir atos de linchamentos entre os indivíduos.