A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 26/10/2018
No Brasil, os problemas relacionados a fragilidade na segurança pública pública oportunizam reflexões sobre a falta de proteção para os cidadãos de bem e que tem levado algumas pessoas a fazerem justiça com as próprias mãos. Nessa perspectiva, cabe a governantes e autoridades especializadas encontrarem meios eficazes para controlar ou ao menos diminuir a fúria da população.
Um dos aspectos associados a essa onda de ódio e a vontade de resolver o problema com as próprias mãos é o descontentamento e descrença da população na justiça e no Estado. Outro fator que corrobora para este tipo de comportamento é a ausência do cumprimento da lei, pois os infratores são presos pela polícia, porém, pouco tempo depois já estão novamente soltos nas ruas e voltam a cometer os mesmos crimes. Como consequência disso, os linchamentos e execuções de suspeitos, têm ocorrido por todo país.
Embora, existam leis que garantem a segurança do indivíduo, a criminalidade cresceu a tal ponto que fica difícil para a polícia estar em todos os lugares e evitar que assaltos e outros delitos aconteçam. Entretanto, muitos que testemunham o ato se acham no direito de fazer justiça, não como medida de prevenção, mas punitiva para com os suspeitos de cometerem tais crimes. Apesar de, estarem cientes que essas atitudes são proibidas na legislação brasileira.
Dessa forma, para que se consiga conter uma população em fúria e cansada de tanta criminalidade, será necessário uma significativa melhoria não só na segurança pública com investimentos por parte dos governos nas policias, mas também, nas escolas, na educação dos jovens oferecendo a eles oportunidades de terem uma vida melhor longe do mundo do crime, diminuindo assim a quantidade de bandidos nas ruas para que a população possa ter a paz almejada.