A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 28/10/2018

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa que os brasileiros estão fazendo justiça com as próprias mãos, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país.

É indubitável que a questão constitucional e suas aplicações estejam entre as causas do problema. Tal fato se reflete na ausência do Estado com a precária justiça pública, que resulta na insatisfação da população aos crimes sem punições , levando o indivíduo a fazer sua própria justiça.

Outrossim, destaca-se como impulsionador do problema, são as ações cometidas contra a massa social, são praticadas por meliantes que saíram recentemente da cadeia, eles cometem novamente por saberem que não ficarão detidos por longos períodos. Segundo o filósofo Aristóteles ‘‘A base da sociedade é a justiça’’, porém quando observamos nós percebemos a deficiência do Estado nas juridições. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que tal prática precisa ser combatida.

É evidente, portando, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarde, o Governo deve fazer melhorias nos poderes legislativo e judiciário para o Estado não ficar ausente, para a diminuição dos crimes e consequentemente na redução das justiças com as próprias mãos. Como já dito pelo filósofo e pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por profissionais, que  discutam  o combate as práticas da justiça com as próprias mãos, visando que a juridicidade deve ser feita pelo Estado, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.