A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 29/10/2018

Desde o Iluminismo e, posteriormente a Revolução Francesa, o caráter participativo acentuou-se expressivamente nas sociedades mundiais. Hoje, as pessoas tem muito mais autonomia para executar suas escolhas e manifestar suas opiniões.Entretanto, observa-se cada vez mais, o uso do poder do livre arbitro para escolher o que é melhor para o próximo, utilizando a expressão ‘‘bandido bom é bandido morto’’, sem se preocupar com as consequências que isso causa na sociedade.

Segundo o site G1, já foram 26 mil assassinatos por violência, apenas no primeiro semestre de 2018, mostrando que esse índice tem aumentado consideravelmente e que muitos estão sujeitos a violência urbana. Logo, com a má administração na Segurança Pública do país, há quem prefira fazer justiça com as próprias mãos, por achar que assim, eliminará a violência na sociedade, sem se questionar que ao responder o ato de agressividade com mais agressividade, estará se tornando semelhante ao agressor, gerando assim, ainda mais problemas com a justiça. Portanto, é perceptível que algumas vezes, realizar a justiça da forma que lhe acha cabível, impulsiona ainda mais violência no meio social.

Nesse contexto, para Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende, assim, o ato de violência com as próprias mãos teria menos impactos na esfera social do Brasil. Dessa maneira, percebe-se a necessidade do homem reconhecer sua função na sociedade, buscando deixar esse impasse, com quem realmente pode decidir algo, ou seja, o Ministério da Justiça.

Desse modo, é necessário que o Ministério da Justiça seja mais ágil no julgamento de processos e puna os agressores da forma que é devido. Ademais, é importante que o Ministério da Educação ministre palestras nas escolas por meio de Policiais Civis, com o objetivo de instruir as crianças a não praticarem atos violentos, a fim de fazer com que haja mais compreensão da questão da violência na sociedade.