A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 31/10/2018
Falsos super-heróis
É evidente o surgimento de um movimento no Brasil que tem por objetivo instituir uma justiça de maneira ilegal. Deste modo, os indivíduos determinados por essa ética acreditam que devem solucionar os problemas com as próprias mãos, passando por cima dos meios legais e deturpando valores que são tidos como dignos em uma determinada cultura. Portanto, é necessário a criação de subterfúgios para combater essa problemática.
Em 2016, pela primeira vez na história, a taxa de crimes no Rio de Janeiro, superou a marca de 60 mil em um ano. Um aumento estrondoso desse representa claramente fortes impactos na sociedade, o que leva muitos a passarem a acreditar que o sistema de segurança pública faliu por completo. Dotados desse pensamento e apreciadores de inúmeros filmes de super-heróis, alguns indivíduos acreditam que podem mudar esse quadro com as próprias mãos em vez de buscarem um engajamento em conjunto com a população e o governo para restituir a segurança.
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, exemplifica que vivemos na chamada modernidade líquida, ou seja, nossos valores já não são concretos mas maleáveis de acordo com o meio. Deste modo, cerceados por determinadas pressões alguns indivíduos abrem mão de sua ética para participarem de atos como esse, de repressão violenta ilegal, em busca do bem.E possuídos por esse pensamento, eles vão à rua esperando que ao resolverem pequenos problemas, muitas vezes por meio da violência, vão reduzi-la, mas não é bem assim.
Assim instituído, fica claro que a intervenção do governo se torna necessária, por meio da promoção do sistema de segurança pública, de modo a combater qualquer ato de cunho violento, e ainda a adoção de meios educacionais que permitam uma reflexão ao indivíduo que compõe determinada sociedade, para que esse perceba o seu lugar. Não como um super-herói que bate em vilões, mas um ser que priorize acima de tudo a ética e os valores morais que estão presentes nessa cultura.