A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 11/02/2019
Sob a perpectiva de vida abordada no livro “Eu sou Malala”, a autora ressalta sobre as dificuldades levantadas em detrimentos aos fatores que abalam a existência humana, e revela que os obstáculos tornam o caminhar uma maneira de inibi-los ao usar artifícios à favor da resiliência como base para superar grandes desafios. Analogamente, constata-se que é premente debater sobre a prática da justiça com as próprias mãos no Brasil.
Em primeira análise, é fato mencionar que a atual situação brasileira encontra-se corrompida pela violência, tornando-se vulnerável a atos de justiça feita pelos cidadãos a fim de exercer o processo que o Estado não faz. Entretanto, mesmo que haja morosidade em frente da problemática violenta da sociedade atual, a segurança publica, dotada de falhas, apresenta um processo de julgamento penal muito demorado, o que resulta no descrédito dos cidadãos e gera uma pratica ilegal ao tentar corrigir as fissuras deixadas pelas autoridades: a violência urbana combatida com as mãos no corpo social.
Em segundo plano, é imprescindível mencionar os fatores que levam a tomar medidas precipitadas diante de uma formação de um júri popular. Esse, por sua vez, torna-se o poder formado pela voz dos cidadãos, os quais utilizam artifícios ilegais para fazer justiça e assumem o papel da polícia com o intuito de penalizar quem infringe a lei. Assim, resta dizer que o filósofo francês Jean- Paul Sartre estava certo em dizer : “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.”
Destarte, visando a uma sociedade retificada, cabe ao Estado, por meio das políticas públicas vistoriar as demais ações ocorridas no campo social,assim, a prática de justiça com as próprias mãos não ressalvará acima das demais legislações contra o crime. Ainda assim, cabe às mídias divulgar campanhas que inibam essa prática e exerçam o papel educacional com a intenção de suprir essa fissura presente em locais vulneráveis à crimes.