A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 08/02/2019

Sob a visão do filósofo Thomas Hobbes, a maldade está intrinsecamente ligada ao homem. Atualmente, esse conceito encontra-se acentuado na sociedade contemporânea. Nesse sentido, não há dúvidas de que a prática da justiça com as próprias mãos é um empecilho no Brasil, o qual ocorre devido não só ao descaso estatal, mas também ao pensamento equivocado da comunidade. Diante dessa perspectiva, cabe discutir esses fatores.

A princípio, convém ressaltar que a negligência  do Estado corrobora para as punições aplicadas pelas próprias mãos. Isso porque, não só as leis são mau elaboradas e aplicadas, mas também o próprio judiciário é ineficiente, tal fato cria um sentimento de revolta na sociedade fazendo com que ocorra diversos casos de “justiça com as própria mãos”. Desse modo, percebe-se infelizmente, que a incompetência do Governo incentiva a manifestação do ódio popular.

Outrossim, o pensamento equivocado da sociedade é um agravante dessa problemática, haja vista que a população confunde a legitima defesa com a violência em forma de justiça. Consoante ao sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo é produto do meio em que ele vive. Destarte, é fundamental que ocorra uma mudança de conceitos da conceitos da comunidade, para todos poderem mudar.

Urge, portanto, que os ativistas sociais criem mutirões nos Ministério Públicos, por meio de manifestações, os quais pressionem os governantes, com fito de incentivá-los a criar leis melhores. Ademais, é imprescindível que a mídia crie uma campanha educativa, por intermédio de propagandas que elucidem à população as diferenças entre legitima defesa e violência, a fim de quebrar pensamentos errôneos. Dessa forma, o Brasil irá superar o grande empecilho da prática de justiça pelas próprias mãos e, assim, refutar o conceito defendido por Hobbes.