A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 10/02/2019

De acordo com Thomas Hobbes, grande filósofo contratualista, o Estado existe para impor regras ao homem, que em seu estado de natureza, recorre à violência em seu benefício. No entanto, os órgãos públicos brasileiros não conseguem cumprir plenamente esse papel, pois são numerosos os casos de injustiça entre civis e baixo o estímulo à ética e à moral nos cidadãos brasileiros. Dessa forma, medidas governamentais e educacionais devem ser tomadas para uma de solução do problema.

Em primeira análise, as instituições de justiça do Brasil, muitas vezes, levam um tempo enorme para julgar um réu e não punem rigorosamente os condenados. Nesse sentido, motivados por uma sensação de impunidade, alguns civis preferem punir o possível criminoso com as próprias mãos. Contudo, por esses atos de violência ocorrerem principalmente em áreas socialmente vulneráveis, no qual os direitos humanos são frequentemente violados, várias vezes, não há denúncias e nem julgamentos dos casos.

Em segunda análise, o sistema de ensino, por ter grande influência na formação dos valores do indivíduo, é determinante para a diminuição da injustiça em uma sociedade. Nessa perspectiva, Pitágoras, pensador da antiguidade, defendia que a solução para a violência está na educação das crianças. Porém, as escolas brasileiras, de certa forma, não conseguem estimular a ética, a moral e a antiviolência nos alunos, o que corrobora para que os homens acabem sendo punidos pelos próprios cidadãos.

Percebe-se, portanto, que os órgãos públicos brasileiros têm uma certa dificuldade em manter a ordem social e impedir casos de injustiça feita pelos civis. Dessa maneira, é necessário que o Governo puna severamente casos de violência feita pelos cidadãos, além de incentivar, por meios midiáticos, a denúncia a qualquer tipo de crime, na tentativa de reduzir esse problema. Ademais, cabe às escolas, junto às famílias, incentivarem a moral e o respeito ao próximo nas crianças por meio de atividades coletivas, a fim de que o homem não aja de acordo com o que Hobbes denomina de estado de natureza.