A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 09/02/2019
“Farinha do mesmo saco”
“O homem é o lobo do homem”. Com essa afirmação, Thomas Hobbes fundamenta sua filosofia ao explicar que a natureza do homem é má. Não existe melhor ou pior, mas aqueles que buscam ser racionais em suas ações, não trazendo nenhum malefício ao próximo. Com isso, torna-se fácil entender porque muitos se julgam no direito de se acharem superior ao outro e , consequentemente, praticar justiça com as próprias mãos.
Antes de tudo, é importante destacar o quanto esse “fazer justiça” tem se tornado uma polêmica, pois as pessoas não querem esperar até que aconteça com a sua família . Então, nada melhor do que se prevenir. A questão, porém, vai muito além disso, visto que , nessas situações, muitos indivíduos inocentes acabam morrendo.
Adicionalmente, ter um olhar mais “humano” para a situação ajuda entender o porquê de um pai querer fazer justiça quando perde um filho que simplesmente saiu para ir à escola e foi morto porque não quis entregar o celular para um bandido. Isto é, achar que sair matando por conta própria vai resolver tudo, é utópico e , no final, o assassino será você.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para que a justiça seja feita de forma correta e não continue sendo falha. O governo deve, por meio de leis rígidas, punir os crimes de acordo com o seu grau. Às escolas, jutamente com o âmbito familiar, deixar bem claro que a lei deve ser educativa e não coercitiva.
Assim, mesmo com uma natureza que deve ser trabalhada a dia após dia, a justiça não será um assunto utópico e a racionalidade não será uma opção, mas uma ação compartilhada.