A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 10/02/2019
Crime por crime.
A violência está cotidianamente presente na sociedade brasileira, o que leva a sociedade local ter um sentimento de impunidade. Em virtude disso, cresce-se cada vez mais o número de pessoas que concordam com os preceitos da Lei de Talião: “olho por olho e dente por dente”. Contudo, o justiçamento com as próprias mãos é nada menos que um crime egocêntrico disfarçado de heroísmo.
A priori, para o pensador britânico Thomas Hobbes, o ser humano é naturalmente mau e egoísta, pois está em uma constante busca pela satisfação. Como resultado, o indivíduo coloca os seus interesses acima dos outros. Logo, tanto o ladrão que assalta alguém, quanto a pessoa que espanca-o em busca de punição, estão cometendo crimes em prol de seus bem-estares.
A posteriori, de acordo com o filósofo citado, o único modo de impedir um caos social é através da instauração do Estado, instituição pública encarregada da manutenção da ordem e segurança local. Hodiernamente, este não cumpre totalmente com o seu papel, o que leva a violenta revolta do indivíduo, na tentativa de suprir essa ausência de autoridade.
É necessário, portanto, que os governos estaduais e municipais atuem para que haja o cumprimento da Constituição e, dessa forma, supra o sentimento de impunidade. Assim, a implantação de um maior número de policiais civis, além da promoção de um maior convívio social destes com a população nas comunidades, é de estrema importância para o reconhecimento dos órgãos de segurança pública, além de diminuir a criminalidade. Ademais, a melhora do desempenho policial ocorrerá com a valorização financeira de quem trabalha nesta área.