A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 10/02/2019
Sou Ladrão e Vacilão
Em uma das cenas do filme “Guardiões da Galáxia” temos o personagem Drax que por não acreditar na justiça do governo busca vingar a morte de sua família e para isto acaba colocando toda a sociedade em risco. Fora da ficção, à cultura da justiça com as próprias mãos é uma realidade no Brasil, onde a população assume o papel do Estado e busca aplicar suas próprias leis.
Primordialmente, segundo Aristóteles a política deve ser utilizada de forma que o equilíbrio seja obtido em sociedade. De maneira análoga, observa-se que o fato do Estado educar a sociedade de maneira violenta faz com que a prática da justiça com as próprias mãos seja cada vez mais frequentes. Haja vista que, segundo pesquisas 53% da população tem medo de ser vítima de violência por parte da policia civil ou militar, demonstrando não só a falta de leis mais rígidas para com os policiais, mas também que o equilíbrio aristotélico é visto apenas na teoria e a problemática persiste ligada intrinsecamente a realidade do país.
Outrossim, segundo Durkheim o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar repleta de generalidade, exterioridade e coercitividade. Nesse segmento, notícias como a do jovem que teve tatuado em sua testa a frase “sou ladrão e vacilão” ter sido vista em sua grande maioria como uma punição justa e não como um ato de tortura, faz com que esse ideal de justiça com as próprias mãos seja passado de geração em geração.
Portanto, para se atenuar essa problemática é necessário que o Governo Federal com o auxílio do poder Legislativo invista na criação de leis que visem a educação para com aqueles que as aplicam, uma vez que, as leis atuais visam apenas punir e não educar, além disso, segundo Kant o homem é aquilo que a educação faz dele, nesse segmento o MEC ( Ministério da Educação) deve investir em palestras em escolas e empresas sobre os malefícios da justiça com as próprias mãos e que esta não os torna melhor que ninguém.