A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 11/02/2019

Devido ao cenário atual, principalmente no ramo da justiça, o termo “fazer justiça com as próprias mãos é um assunto preocupante que deve ser discutido e analisado com muita cautela. Mesmo sendo considerada um crime, as pessoas vitimadas sentem necessidade de fazê-la justamente pelo fato de a justiça ser muito burocrática ao punir alguém.

Muitas pessoas pensam que se o Estado não as oferece justiça, ela terá de ser feita com as próprias mãos, isso faz com que as vítimas ou pessoas próximas sintam necessidade de resolver um problema, que envolva o sistema judiciário, fazendo uso da violência, algo que não se encaixa no quesito de realmente se fazer justiça.

Essa vingança praticada pelo povo é distinta da justiça efetuada pelo Estado por não abranger leis. Um grande problema é saber até qual ponto essa forma de se fazer justiça por si só pode chegar, visto que muitas vezes a vingança do povo nem sempre espera defesa. A frase muito utilizada “bandido bom é bandido morto” se contradiz de certa forma, já que em alguns casos o bandido é um criminoso, que é caracterizado por quem comete crimes de violência e agressão física, por exemplo, então a justiça feita com as próprias mãos é considerada um crime.

Tendo em vista os argumentos expostos, a necessidade da vítima de resolver o problema com as próprias mãos é resultado da alta burocracia e da falta de agilidade da justiça de punir o culpado. Quando a justiça não é falha, a vítima se sente tranquilizada em saber que o acusado foi punido, fazendo assim com que ela não sinta necessidade de se posicionar para tomar alguma atitude de justiça.