A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 11/02/2019

A insatisfação da sociedade com a justiça brasileira  é um sentimento corriqueiro, assim como no universo cinematográfico, a violência é um problema social que aparenta ser surreal.  Notícias de casos de homicídios sangrentos,estupros de bebês, agressões a indefesos dentre outras covardias com requintes de crueldade surgem todos os dias e se espalham rapidamente por meio dos  veículos de comunicação como a internet e telejornais alcançando uma quantidade de pessoas cada vez maior. O atual o crescimento de usuários de redes sociais também contribui para que este tipo de notícia se propague de maneira rápida.

A aparente impunidade em relação a estas situações, provocam no Brasil a prática de outro crime que é o “fazer justiça com as próprias mãos”, onde a sociedade reprime,agride e por vezes chega a matar suspeitos de terem cometido algum delito. Pessoas são mortas através de pauladas nos conhecidos “lixamentos”, presos violentam outros presos dentre outras práticas “medievais”.  Torna-se comum comentários e jargões como “bandido bom é bandido morto”, como também pensamentos que defendem o porte de armas para toda a população em busca de garantir a legítima defesa.

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos todo ser humano tem direito  a vida, ser julgado  e ter direito a defesa. Sendo assim protegidos pela sua condição humana. Embora seja compreensível a emoção em situações de choque não é uma prática aceitável agredir, punir os suspeitos. Deve-se adotar uma conduta racional acionando as autoridades competentes para tomar todas as providências cabíveis em situações como estas. A sociedade precisa ser conscientizada através de campanhas educacionais em todos os veículos de comunicação da necessidade de respeitar e valorizar os direitos humanos para que injustiças possam ser evitadas e a justiça seja efetiva. Os legisladores devem propor leis mais rígidas e assistência as vítimas, enquanto o poder executivo deve fortalecer a segurança pública prevenindo e punindo práticas violentas com políticas públicas planejadas e discutidas com especialistas.