A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 20/03/2019

A justiça com as próprias mãos é um método utilizado desde a antiguidade, incentivado pelo código de Hamurabi, baseado na lei de Talião “Olho por olho, dente por dente”, que para cada ato fora da lei haveria um punição, sendo mais graves que o crime cometido. Hoje em dia, as relações dos indivíduos é regulada pelo Estado, com o poder de julgar e condenar alguém por um crime.

A mídia como formadora de opiniões, possui responsabilidade no comportamento de muitos brasileiros, como o posicionamento de “bandido bom é bandido morto”, gerando assim, agressões físicas e morais, tortura, linchamento e desrespeito contra a sociedade.

É nesse cenário que tatuaram na testa de um rapaz de 17 anos com deficiência física “eu sou ladrão e vacilão” por furtar uma bicicleta em São Bernardo, São Paulo. Aos 19 anos, Ruan foi assassinado sem qualquer registro nos jornais. (Profissão Repórter - G1)

A violência sempre foi um costume pela humanidade, o problema é até onde a justiça pode chegar. A pesquisa de “De Souza”, baseada em 2.028 casos de linchamento, materializou-se no livro Linchamentos - A justiça popular no Brasil (Contexto, 2015).

Entretanto, a violência aumenta, e o sistema de segurança pública falha. Diante disso, o Estado deve se permanecer presente por visar ações de interesse público como a educação e o bem-estar social. O Governo tendo vinculo com o Estado, aumentar a segurança do povo, principalmente para as classes sociais, e também colocar leis que para as mídias que argumentam nas reportagens provocando a opinião da população.