A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 08/04/2019

Nas eras mais antigas a frase:“Olho por olho, dente por dente” fazia sentido por conta da ausência de Estado e leis.Nos dias atuais, isso não é plausível mesmo com as falhas do governo.A prática de justiça com as próprias mãos não deve ocorrer no Brasil pelo fato de que inocentes podem sofrer consequências por engano e a raiva das vítimas não permite um julgamento claro.

Num primeiro momento, é visível que a autotutela pode levar a acusação de qualquer pessoa e isso ocorre porque não há verificação antes de apontar um culpado.Há um caso de uma mulher do litoral paulista que foi morta por causa de um boato de que havia uma sequestradora e ela acabou sendo acusada pela povo porém não passava de uma vítima.Sendo assim, pessoas sem ligação com o crime podem ser confundidas e até mesmo sofrer agressões físicas e verbais.

Em segundo lugar, um indivíduo afetado por seus sentimentos não é capaz de julgar o que é justo ou não.Como já dizia Friedrich Schiller:“A violência é sempre terrível, mesmo quando a causa é justa.” portanto, ações impensadas são realizadas por falta de um panorama geral no momento da raiva.Mesmo que pareça correto para a vítima, o Estado é o responsável por decidir o que será feito.

Conclui-se então que a frase de tempos antigos não deve ser aplicada atualmente.O governo e ONG’s devem abordar com a população sobre as consequências de acusações precipitadas mediante à palestras e cartazes.Isso com o objetivo de evitar que inocentes sejam incriminados erroneamente e que casos como o da mulher do litoral paulista sejam repetidos.Já a polícia deve atuar mais nas investigações por meio da cooperação do povo e financiamento do governo com a criação de melhores preparatórios policiais além do investimento em tecnologia de ponta que ajude na resolução dos delitos.E a finalidade é que ocorram buscas mais competentes e a resolução do máximo de crimes evitando que as pessoas busquem justiça com as próprias mãos.