A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 06/06/2019

Durante o séc. XVIII na França, surgiu um movimento de ideias, o iluminismo, tornando a população francesa mais apta a reflexão social. Uma de suas consequências foi que em 1792, o rei Luis XVI foi guilhotinado pela população em praça pública. Este ato é de extrema radicalidade, no entanto pode ser considerado a prática da justiça com as próprias mãos.

Exemplos desta atitude ainda ocorrem nos dias de hoje, apesar de serem mais pacíficos, como o fato ocorrido em 2015 em que milhões de brasileiros foram às ruas para protestar contra o governo vigente, em busca de uma justiça melhor em que não houvesse corrupção, entretanto ocorrera manifestações cujos participantes usaram violência e destruição às lojas comercias, o que não seria justo para os comerciantes.

Além do mais, em 2018 um candidato a presidência usou frases como: “bandido bom é bandido morto”, a fim de protestar para que houvesse maior justiça para aqueles que não cumprem a lei. Contudo, isso fere os direitos humanos e não é uma atitude plausível, visto que para tornar a sociedade mais justa e melhor, deve-se reinserir os criminosos na sociedade e mudar suas visões de vida. Além de que, o que é justo para determinado grupo como a população, pode não ser para o outro, como os atores das ilegalidades.

Diante o conteúdo exposto nos parágrafos anteriores, cabe a população brasileira tomar maior consciência de suas atitudes durante manifestações, para que isso ocorra, é necessária a atuação do MEC promovendo maiores debates e palestras, nas escolas e eventos públicos que reflitam sobre justiça fazendo com que protestantes pensem na sociedade e não somente em si mesmos, tornando a busca de justiça, justa para todos. Ademais, o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) deve tornar os presídios um lugar em que seja possível disseminar a educação, com biblioteca, salas de aula, professores e atividade recreativas, assim os presos ao retornarem para a sociedade livre, não irão cometer atos ilegais novamente.