A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 06/06/2019
Como dizia Aristóteles: ‘‘A base da sociedade é a justiça’’. Há uma confusão entre as palavras ‘‘justiça’’ e ‘‘vingança’’, que apresentam significados distintos: sendo uma a continuidade em manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal, e a outra é realizada de maneira violenta, violando quaisquer ou todos os direitos humanos.
Em uma sociedade com inúmeros problemas, os indivíduos que a constituem estão sempre buscando por justiça, porém, muitas das vezes, pensam que ela deva ser feita de maneira violenta e, por inquietação, pela falta presencial das autoridades, fazem a chamada ‘‘justiça pelas próprias mãos’’. Um dos fatores para que tal ato seja realizado, muitas vezes, é a ineficiência ou a incompetência das leis que as autoridades provêm aos cidadãos. Essa carência de eficiência gera um sentimento de ódio entre a população, assim, fazendo com que busquem ‘‘justiça’’ por si próprios, pelas próprias mãos.
Contudo, é de senso comum o pensamento: ‘‘violência gera violência’’. Isso induz indivíduos inicialmente denominados ‘‘vítimas’’, a se tornarem o principal alvo e culpados, por procurarem e realizarem a justiça da maneira errada. O filósofo Jean Paul Sartre dizia: ‘‘A violência, seja qual for a maneira que ela se manifesta, é sempre uma derrota’’. Isto é, a ideia principal visa o grau de seriedade da violência na sociedade.
Portanto, é perceptível a necessidade de mudanças no cargo cultural da população. Palestras devem ser confeccionadas com auxílio do Estado em escolas, universidades e locais de trabalho, relembrando a importância da distinção entre ‘‘justiça’’ e ‘‘vingança’’. Campanhas são também um importante ponto para a conscientização dos indivíduos que constituem a sociedade.