A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 06/06/2019
A justiça com as próprias mãos é um assunto recorrente e se torna ambíguo à medida que violência só gera mais violência. Outrossim, a justiça no Brasil é branda e lenta, fomentando nos brasileiros o sentimento de injustiça e de não representatividade no sistema jurídico. Sendo assim, é importante que as causas e consequências desses eventos sejam discutidos.
Indubitavelmente, quando bens e, principalmente, pessoas amadas, são ameaçadas ou tiradas, por vezes de forma desumana, surge o ressentimento e a raiva, que podem ser momentâneos ou se perpetuarem até que providências sejam tomadas e a justiça seja feita para ou com o criminoso. Com isso, a raiva momentânea suscita ataques impulsivos, que prejudicam não só o malfeitor, mas também afetam o psicológico do justiceiro e de sua família, devido a culpa. Dessa forma, pode levar à instabilidade emocional, influenciando, ainda, negativamente no desenvolvimento das possíveis crianças envolvidas.
Ademais, a prática de justiça com as próprias mãos não se limita ao linchamento, podendo também acometer a família e os bens do criminoso. Sendo assim, percebe-se que resolver uma atrocidade com violência não é eficaz, visto que o pensamento: “olho por olho e dente por dente” é antiquado e ineficiente, além de levar mais sofrimento para ambos os lados envolvidos, em razão da possível prisão do justiceiro e desolação da família do criminoso.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para que o problema seja superado. Primordialmente, o governo precisa investir na melhoria e na mudança de método nas escolas, para que, com uma maior bagagem cultural e social, principalmente de regiões marginalizadas, evite-se a criminalidade. Além disso, o Sistema Judicial Brasileiro deve implantar leis que possibilitem a maior rapidez no veredicto e que, punam qualquer atrocidade cometida com a família do réu. Dessa forma, espera-se que o Brasil consiga superar esse obstáculo.