A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 06/06/2019
O homem tem uma relação com a justiça há milhares de anos. Como prova disso, o primeiro conjunto de leis foi escrito por volta de 1.700 a.C. na Babilônia conhecido como código de Hamurabi cujo está contida a máxima “olho por olho, dente por dente”. O qual regia que qualquer crime cometido deveria ser retribuído de mesma forma, vide se um homem roubasse sua punição seria perder a mão para não roubar mais.
Dessa maneira observa-se um imenso retrocesso quando acredita-se que um código milenar deva estar vigente em uma sociedade do século XXI, principalmente quando é disseminado em falas do presidente da nação, o qual foi eleito por defender porte de armas para que o “cidadão de bem” possa revidar caso seja vítima de um crime, além de frases como “bandido bom é bandido morto”.
Discursos deste teor levam a população a crer na prática de justiça com as próprias mãos como a forma ideal. Deste modo, desqualificando o sistema judiciário do país, muitas vezes pela demora em julgamentos, ou até pelo sentimento de vingança. Porventura o cidadão possa pensar que justiça seja retribuir o crime ao suposto criminoso, cita-se exemplo ocorrido em 2017, quando um jovem dependente químico invadiu a residência de um tatuador para roubar sua bicicleta, por conseguinte o homem que seria roubado conseguiu imobilizar o criminoso e acabou por tatuar a frase “sou ladrão e vacilão” na testa dele, de forma que crente em estar cometendo um ato de justiça tornou-se tão criminoso quanto o jovem que iria roubá-lo.
Conforme fatos citados em parágrafos anteriores fica evidente a falta do sentimento de justiça, levando parte dos cidadão a crer que ela deve ser executada com as próprias mãos. Para sanar este problema é preciso que o MEC em conjunto com a comunidade reveja a forma de como a educação é aplicada às crianças, pois o sistema atual de ensino está falido, criando gerações de analfabetos funcionais. Estes que não conseguem decernir o que é justiça e vingança.