A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 06/06/2019

A vingança sempre foi de intuito humano, a justiça com as próprias mãos e a disseminação deste tipo de violência já veio de muitos séculos, tendo como base a lei  do " olho por olho e dente por dente" de Talião na Mesopotâmia, que praticava a justiça ao responsável pelo crime de forma igualitária ao que a vítima sofreu pelo mesmo. Essa lei pertence ao passado, contudo, a ideia de se desenvolver a justiça continua em nosso âmbito, porém de forma criminosa.

Este cenário de “acerto de contas” é muito visto em comunidades mais carentes do Brasil, onde a ordem social fica ao comando de criminosos, que pregam o terror. Os mesmos cobram  de seus devedores o que lhes foi emprestado ou vendido, caso contrário o preço  a pago pode ser até mesmo a vida. Outro caso bem famoso que nos circunda, o ladrão tornando-se vítima, muitas das vezes o mesmo sofre tipos de violência podendo até ser morto quando pego.

Esse ódio da sociedade perante aos criminosos aumenta mais com governos de extrema direita, que tem a ideia de eliminar a criminalização por meio da morte dos infratores. Contudo, esse ponto de vista é bárbaro demais para a sociedade do século XXI, pois este método era aplicado em outras épocas, que existiam o autoritarismo e nacionalismo exagerado e não a democracia. Mas pode ser citado também, o descaso com a população na área da educação, pois é da falta dela que surgem os infratores e também pelo nosso sistema de educação  que não sofreu mudanças já faz anos.

Tendo em vista os conceitos apresentados, a melhor forma para evitar a criminalização é por meio da educação, ela precisa ser reinventada para que haja um ambiente sadio e prazeroso para as crianças e jovens, tendo como princípios a defesa de todos os cidadãos para um respeito coletivo. Os professores nesse âmbito devem auxiliar numa reforma para que os dois saiam ganhando e tendo um enriquecimento da diversidade de cultura e conhecimento. A mudança do ódio para um sentimento de respeito sem distinções, também deve se dar ao reabilitar criminosos, eles precisam de um tratamento diferencial, pois muitos infringem a lei por melhoras sociais e monetárias ou problemas psicológicos, o órgão responsável e a sociedade devem ajudar para uma melhora na vida, tendo embasamento nos direitos do cidadão.