A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 06/06/2019
O aumento da criminalidade no Brasil transformou a segurança num dos temas mais desafiantes para o governo. Catorze das cinqüenta cidades mais violentas do mundo são brasileiras, de acordo com o ranking anual organizado pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal no México. Ademais, o país sofre com empecilhos em seu sistema judiciário. Diante de fatores tão alarmantes, surge entre a população brasileira a sensação de justiça ausente, em que não há julgamentos justos, infratores não são atuados entre outros. Por meio desses assombros, surge a justiça popular.
Em suma, a justiça popular consiste na insatisfação popular pelo sistema penal e judiciário ou sentimento de vingança após uma perda; a justiça é feita por parte da população. Sob o mesmo ponto de vista, em 2017 no estado de São Paulo, um jovem de dezessete anos teve sua testa tatuada nos dizeres “sou ladrão e vacilão” após ser acusado de tentar furtar uma bicicleta na região.
Consoante a isto, uma pesquisa realizada na Universidade de Vanderbilt nos Estados Unidos revelou dados importantes acerca dos fatores motivacionais à justiça com as próprias mãos. Entre 27 países participantes, os principais causadores estão relacionados à cultura destes países, os índices de criminalidade, a corrupção policial e também o respeito geral a lei. Ademais, o estudo aponta que, a taxa de justiça com as próprias mãos está relacionada ao percentual de vítimas de violência e crimes.
Portanto, é perceptível que a justiça popular está fortemente ligada à insegurança e o sentimento de vingança da sociedade. Tendo em vista estes pontos, há a necessidade de reformulação no sistema policial brasileiro. O Ministério da Segurança Pública deve qualificar os policiais que atuam e estão em treinamento para que saibam lidar de maneira mais eficiente com crimes de violência. Para desta forma evitar revoltas sociais em crimes deste cunho.