A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 12/06/2019

É fato que nos dias atuais, o sistema público de segurança e o poder judiciário brasileiro enfrentam complicações para atuar com eficácia, tendo em vista a burocracia envolvida nos processos de fiscalização e aplicação das leis.Tal problemática é refletida pela revolta da população, observando o alto índice de violência praticada com o intuito de fazer justiça com as próprias mãos.

Nos primórdios da humanidade, surgiu o primeiro conjunto de leis escritas, a Lei de Talião, mais conhecido como “olho por olho, dente por dente", na qual o castigo do agressor era ser punido da mesma forma com a qual cometeu o crime. Esta lei não está em vigor há tempo.

Com a precariedade do sistema judiciário brasileiro, pesquisas afirmam que a população está muito descrente que os agressores irão receber suas devidas punições. Como consequência dessa realidade que assola o povo brasileiro, este se vê como o responsável por tomar medidas necessárias para a punição, fazendo justiça por suas próprias mão. De acordo com pesquisas do IBGE, o cidadão está cada vez mais crente de que o melhor a fazer com agressores é fazê-los pagar e para isso muitos são a favor da legalização da pena de morte.

Contudo, o que não percebe-se, é que de acordo com estudos de várias universidades, como por exemplo Oxford, indicam que a violência combatida com violência não é a maneira correta de assegurar uma melhora nos níveis de criminalidade, pelo contrário, apenas agrava a situação ainda mais.

Conforme todas as citações anteriores, é inadmissível que haja tamanho retrocesso na sociedade atual. O Estado deve melhorar o seu sistema judiciário, porém a população não deve querer ser responsável por julgar os crimes e condená-los conforme suas crenças e vontades, esta ação cabe ao tribunal. Por meio da melhor aplicação das leis e da melhor execução destas, deve-se haver um maior controle da criminalidade, com punições devidamente aplicadas aos responsáveis agressores.