A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 12/06/2019

A sociedade atualmente vem tendo de viver em um mundo no qual crimes e violência estão cada vez mais comuns e cada vez mais graves, na verdade, atualmente é incomum que se passe muito tempo sem se ver nenhuma noticia sobre crimes, homicídios ou assassinatos nos jornais. Neste cenário, as autoridades e os órgãos da justiça não são capazes de atender de imediato a todos, ou, na maioria dos casos, só em situações bem graves a justiça chega rápido e, mesmo quando chega, há aqueles que dizem que as leis não são rígidas o suficiente para com os julgados por ela. E essa alta espera e a muitas das vezes incompetência das leis e autoridades causa um sentimento de ódio em pessoas que perderam algum ente querido ou viram a filha ser estuprada e nada acontecer, isso leva as pessoas a buscarem “justiça com as próprias mãos”.

O problema é que, buscar agredir ou matar outra pessoas em busca de vingança é contra a lei, apenas as autoridades podem aplicar as leis. E isso não é muito respeitado, uma vez que, segundo o sociólogo José de Souza Martins, nas últimas seis décadas estima-se que um milhão de pessoas tenha participado de algum caso de violência coletiva no país.

Ja que não possuímos um estado forte, punível e justo, que seja capaz de resolver os problemas da sociedade, alguns se sentem livres para regredir ao “olho por olho, dente por dente” sem ver que se violência generalizada do ato de vingança fosse permitida a sociedade seria um caos.

Para acabar com esse sentimento de impunidade e insatisfação que o povo sente deve ser feito um projeto de melhora nas leis, tornando-as mais rígidas e efetivas para que assim, a sociedade não se torne um caos.