A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 12/06/2019
Justiça é a particularidade do que é justo e correto, como o respeito à igualdade de todos os cidadãos, por exemplo. Etimologicamente, este é um termo que vem do latim justitia. É dado como um conceito abstrato que se refere a um estado ideal de interação social em que há um equilíbrio. Que deve ser razoável e imparcial entre as pessoas envolvidas em determinado grupo social.
Embora o Brasil seja um dos países mais violentos do mundo, tendo em vista os relatórios oficiais sobre os quase 50 mil mortos no país só em 2018, praticar atos de justiça, por vingança, impunidade ou outra motivação, não se justifica, visto que a tarefa de isenção é incumbida ao Estado. Apesar de que agir dessa maneira não seja correto, são compreensíveis os motivos que levam os indivíduos a buscarem punir as injustiças por conta própria, já que o Tribunal da Justiça Brasileira demora anos para efetuar os julgamentos, muitas vezes não condenam os réus e o tempo de prisão também é pequeno, levando em consideração que o detento pode ser liberado mais rápido caso possua bom comportamento na cadeia. Esses fatores certamente só causam mais revolta nos familiares e amigos das vítimas, que desacreditam da Legislação brasileira e acabam cometendo crimes motivados pelo desejo de vingar seus entes queridos.
Portanto, mesmo entendendo as justificativas da justiça feita com as próprias mãos isso de modo algum a torna correta, pois ao cometer um crime contra outra pessoa automaticamente o indivíduo também se tornará um criminoso, o que gera um círculo vicioso e complicado de ser resolvido. Todavia, uma alternativa para tentar conter a problemática apresentada é a Justiça Brasileira reformular suas leis, visando acelerar os processos de julgamentos e transmitir mais credibilidade e segurança às vítimas e seus familiares, para que a sociedade possa ter mais confiança no Supremo Tribunal e respeitar o Contrato Social, assim não havendo chances de um individuo fazer justiça com as próprias mãos.