A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 12/06/2019
Os problemas da justiça com as próprias mãos
A justiça com as próprias mãos é facilmente confundida com a legítima defesa, que seria fazer a utilização de mecanismos de defesa para fins de se defender de uma situação de perigo eminente para si mesmo ou para alguém próximo, já a justiça com as próprias mãos é a busca de vingança por algum crime ou injustiça acontecido a si próprio ou alguém próximo.
A justiça com as próprias mãos tem tendências a subir cada vez mais em um país aonde as leis e as organizações governamentais que monitoram a justiça falham repetidamente em aplicar suas leis e verificar quando elas são violadas.
O grande problema da justiça com as próprias mãos e que não tem como mediar o uso de força de um sujeito com sede de vingança contra outro indivíduo, por isso o meio mais adequado para resolver situações onde crimes foram cometidos é comunicar o mais rápido possível as autoridades, que é quem pode realmente lidar com a situação de uma maneira transparente, impessoal e realmente praticar a justiça perante a lei.
A legitima defesa não é reconhecida como crime, sendo assim não há punição pelo uso de legítima defesa, portanto tem regras que mediam o uso de força em uma situação como essa, sendo o objetivo apenas conter o suspeito, não agredir ele como forma de praticar a justiça, oque seria o crime de praticar justiça com as próprias mãos.
A solução para problemas como esse que acontecem frequentemente no Brasil é primeiro desconstruir a imagem de que usar força para punir um indivíduo é justiça e que na verdade é crime praticar esse tipo de coisa.
Outro feito que ajudaria em evitar situações como essa é fortificar as forças policiais para elas poderem monitorar as cidades constantemente, evitando esse tipo de situação onde as pessoas se sente impotentes perante os criminoses e só acham como forma de se defender se agredir, e também aumentar as punições para quem à pratica, para a população temer as punições e evitar se botar em situações de risco.