A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 12/06/2019
Em uma sociedade onde ocorrem crimes e tragédias o tempo todo, as pessoas estão sempre buscando a justiça, porém, muitas vezes ela é tardia e falha. Então cansados de esperar pelas autoridades, fazem a chamada “justiça com as próprias mãos”. Como dizia Aristóteles - “A base da sociedade é a justiça”. O problema é que muitos confundem “justiça” com “vingança”. Dessa forma, acaba surgindo ainda mais violência entre as pessoas.
A demora do sistema judiciário brasileiro em julgar os casos criminosos, e a leviandade com que algumas ocorrências graves são tratadas, tem contribuído significativamente para que a segurança pública tivesse um descrédito em relação à população. Sendo assim, encontrar pessoas revoltadas que buscam por justiça é algo frequente.
Conhecidos como “justiceiros”, assumem o lugar da polícia, caçam criminosos e penalizam aqueles que cometeram algum delito. Porém, pode-se ocorrer um julgamento errado, tirando a vida de um indivíduo inocente. A titulo de exemplo, no dia 31 de janeiro de 2014, um adolescente de 15 anos foi agredido, deixado nu e preso pelo pescoço a um poste no bairro do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro, com uma tranca de bicicleta, por um grupo de “justiceiros”. Agredido por essas pessoas irritadas, ele foi humilhado, exposto, e não teve o direito de se defender.
Em suma, é indispensável que a população fiscalize e reivindique dos governantes melhorias na área da segurança pública e no sistema judiciário. Contudo, sabemos que violência só gera mais violência e, a justiça deve ser feita pelas leis e autoridades, apesar de nem sempre resolverem os problemas como deveria ser feito. Caso contrário, pode acabar prejudicando pessoas inocentes que só buscavam por justiça, porém, da maneira errada. Como dizia Jean Paul Sartre - “A violência, seja qual for a maneira que ela se manifesta, é sempre uma derrota”.