A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 05/07/2019

JUSTICEIROS INJUSTOS

Nas últimas seis décadas, estima-se que um milhão de pessoas tenham participado de algum caso de linchamento no país. Com base no crescimento da violência no Brasil, observa-se também o aumento da “justiça popular”. Essa constante violência esta ligada a pessoas que tomam pra si o papel da policia e do sistema judiciário do pais, que na maioria dos casos são julgados como frágeis e incapazes de resolver o próprio problema.

Tendo em vista os tais aspectos, cidadãos que agem de acordo com seu temperamento de injustiça e muitas vezes insatisfeitos com a segurança publica praticam ações violentas, na maioria das vezes causando a morte da vitima e muita vezes não são punidos por tal ato. Segundo o sociólogo e criminólogo Eduardo Paes Machado, pesquisador da Universidade Federal da Bahia, as pessoas agem com violência porque acham que assim estão promovendo a segurança de grupos sociais. Pelo contrário estão contribuindo com o aumento da violência no país.

Conforme um levantamento feito pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mais da metade da população defende a afirmação de que “Bandido bom é bandido morto”. Isso ocorre devido a demora da justiça, considerando que um homicídio pode levar até uma década para ser julgado segundo o Ministério Público. Com isso, surgem os justiceiros, pessoas dispostas a fazer justiça com as próprias mãos, podendo até dá uma punição maior do que a prevista para o suspeito.

Diante da análise feita acima, entende-se que a justiça praticada por quem não tem a função de exercê-la, prejudica a sociedade como um todo. Além da elaboração de leis ríspidas, deve ter também a conscientização, através de aulas sobre política e problemas sociais, torna-se imprescindível. Pois, se existe um segredo para mudar as coisas ruins de uma sociedade, esta é a educação.