A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 26/07/2019

Segundo o artigo 6 da constituição brasileira, são direitos sociais a educação, a segurança, a saúde e entre outros. Porém não é bem assim que as coisas estão ocorrendo, a desigualdade social causa cada vez mais violência, a qual é ignorada pelo Estado, gerando nos cidadãos uma sensação de impunidade juntamente com a vontade de “fazer justiça com as próprias mãos”.

Segundo o que os jornais mostram, é do subúrbio que sai a maior parte da violência brasileira, pois é lá onde moram os maiores mandantes de crimes, por isso ninguém quer morar lá. Desta maneira, os habitantes são as pessoas com as menores rendas, é lá onde a escolaridade é esquecida, as crianças crescem sem as mesmas chances de prosperidade profissional que as crianças das áreas ricas. O que resta para este povo, então, é revoltar-se contra o sistema da maneira que eles aprenderam com os que os rodeiam: através da violência.

Segundo dados publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2018, o Brasil é o 9º país mais violento do mundo por conta das taxas de homicídio elevadíssimas. A violência (principalmente a das favelas) está cada dia maior, a população sente-se atordoada e principalmente injustiçada em relação a proteção que o Estado jura assegurar a constituição e não cumpre. O pior é que, além de já não se interessar por melhorar a situação, a atual gestão brasileira pretende isentar-se da culpa liberando o porte de armas, ciente do risco de piorar a atual condição.

Não é de se estranhar que, revoltado, o indivíduo busque seus direitos mesmo tendo que fugir de seus deveres, assim como a justiça brasileira. Desta maneira se torna comum os casos onde um ladrão foi pego pela população sofreu grandes danos. Dado alarmante é o Brasil possuir uma tentativa de linchamento por dia, segundo a revista “Opera Mundi”. Assim se torna a raça humana, a qual é chamada de “homo sapiens sapiens” aparenta não ser digna de tal apelido, pois a sabedoria não é nada quando não se é exercida.

Diante do citado acima, é notório que problemas como este surgem do acúmulo de outros problemas. Este, em específico, advém da falta de segurança pública. Quando o Estado passar a investir mais em educação e programas sociais na periferia, uma vez que a maior parte da violência surge de lá, os moradores terão mais chances de crescimento profissional, diminuindo a violência como um todo. A partir de então, com o governo fazendo seu papel, o cidadão não sentirá mais a necessidade de resolver os problemas sociais da maneira que lhe “der na telha” e o Brasil não só se tornará um país mais pacífico, mas também mais justo.