A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 07/09/2019

Adentro da escuridão

Na obra de Platão “A República”, o principal tema é o conceito de justiça, a qual tênde a desenrolar pressupostos em torno das ideias da teoria política. Esta discussão transcende o tempo e vai além, pois perpassa as gerações das mais distintas raças. A religião, por exemplo, rege por tradição diversas normas, as quais são seguidas a risca por seus fiéis. Estas “leis faladas” se traduzem na realidade quando colocadas em prática, revelam os entraves no caminho e os extremos que pode-se chegar na busca por (in) justiça.

Ao notas que toda opinião é uma visão carregada de história pessoal, compreende-se que o julgamento é uma confissão. Nesse sentido, fica claro que a justiça é uma utopia. No Brasil, existem inúmeros viéses onde o indivíduo recorre e diminui a pena aplicada, este é um dos fatores que revolta parte da população. Os justiceiros fazem “justica” com as próprias mãos, na maioria das vezes optam pela violência na tentativa de solucionar a violência. Sob essa contradição, se tornam criminosos também. A punição por sua vez, é uma falsa percepção da reparação dos atos, sendo que ao tentar reestabelecer a ordem nota-se que a perda de uma vida jamais se reverte, é um crime irreparável, por essência.

A partir de credos, muitos povos provocam barbáries. Fundamentalistas radicais muçulmanos e não-muçulmanos no Afeganistão têm constante conflito. Há anos eles se “auto-destróem”, seus cidadãos vêem a morte de perto todos os dias. Ademais, este tipo de “justiça” com as próprias mãos e seus ideais, tange uma problemática globalizada, pois, a procura de melhores condições de vida, imigrantes de guerras dispersam-se pelo mundo e clamam por empatia dos outros países. O Reino Unido, por exemplo, fecha suas portas a imigrantes na mudança de suas políticas internas e abre uma janela para a xenofobia.

Faz-se preciso, portanto, a valorização do ser humano acima de quaisquer âmbitos. A Organização das Nações Unidas deve intervir junto ao exército de cada país, colocar em vigor as leis fundamentadas na Declaração Universal dos Direitos Humanos, para proteger a vida, a saúde e a dignidade. A mídia analoga aos meios de comunicação (redes sociais) devem incitar a conscientização das pessoas acerca das guerras, além de informar, irá acender grupos e instituições para auxiliar os refugiados. Dessa forma, será promovido a ponderação, o equilíbrio alçado por todos, adentro da escuridão da venda da imparcialidade.