A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 18/09/2019
A prática de justiça feita com as próprias mãos muitas vezes é vista como uma forma heróica de se fazer justiça, como vê-se em histórias de super heróis, inclusive na do Batman, em que ele viu seus pais serem mortos quando criança, e resolveu que iria se vingar, não somente dos assassinos de seus pais, mas de todos os criminosos. No entanto, na realidade não funciona bem assim, não se dever fazer justiça com as próprias mãos, deve-se confiar no poder executivo para que as leis sejam seguidas rigorosamente e que assim, se tenha justiça.
Não só os livros em quadrinhos fazem com que as pessoas queiram se tornar verdadeiros heróis, a falha do poder executivo no Brasil, ocasiona um sentimento de raiva,tristeza fazendo com que muitas pessoas não acreditem mais nos poderes governamentais, partindo então para um linchamento de diversos criminosos, ou até mesmo de inocentes.
Ora, não somente coisas agradáveis se tem com a prática de justiça com as próprias mãos, às vezes ao fazer isso, pode ser que se tenha um resultado contrário do que se era esperado, como no caso do menino de 17 anos, que teve em sua testa tatuado uma frase que dizia " eu sou ladrão e vacilão", no entanto, esse ato, mobilizou milhares de pessoas, que ficaram a favor do garoto, e os responsáveis pela frase foram presos por tortura, que é um crime mais grave do que o furto, tendo então uma pena maior. Contudo, logo depois a família do indivíduo que foi tatuado, disse que ele era dependente químico e sofria de transtornos mentais.
Em suma, nota-se que fazer justiça com as próprias mãos não é algo tão promissor, visto que podem trazer consequências negativas para o justiceiro. Para se evitar que a população tenha o sentimento de insegurança e impunidade, ocasionando com que eles queiram virar super heróis, é necessário em primeira instância,fazer com que o poder executivo cumpra de verdade segundo a lei, para melhorar ainda mais a execução das normas brasileiras deve-se colocar em prática a teoria da camara popular de John Dryzek, na qual prega-se que deve ser criada uma segunda voz para o povo, exercida de forma direta em uma camara própria da população. Com isso, as pessoas se sentirão mais seguras e participativas e não haverá necessidade de fazer justiça com as próprias mãos, solucionando esse impasse que assombra o Brasil.