A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Um justiceiro é aquele que não obedece a nada, senão a ele mesmo e a sua moral, entretanto, essa pode ser distorcida para o que ele, ou seu grupo, apenas, acha correto. Dessa forma, à pratica, no Brasil, deve ser erradicada, uma vez que, gera a subversão, pelo povo, das leis e instiga medo na sociedade.
Em primeiro lugar, há a questão da subversão, na qual, o povo estará numa sociedade primitiva, na qual, todos estão em guerras contra todos, assim como no ditado romano: “O homem é o lobo do homem”. Desse modo, a justiça do estado se torna fútil e, consequentemente, a sociedade entra em colapso. Em suma, a relação “Estado-povo” se mantém porque o primeiro controla o dinheiro, propriedade e a justiça, e, geralmente, quando um desses desmorona, todos entram em decadência. Esse fenômeno pode ser visto durante a revolução francesa, na qual, a crise econômica, juntamente a alguns outros fatores, leva ao fim da monarquia.
Em segundo lugar, existe o medo causado na sociedade, que vivenciará algo semelhante aos governos opressores, como foi o caso do Estado Novo ou da Ditadura Militar brasileira. Em outras palavras, todos estarão submetidos a uma nova ordem de justiça, proposta unicamente, pelo grupo de justiceiros. Todavia, a população, muito provavelmente, não saberá como funcionará a nova justiça, privando-se de seus afazeres em decorrer do medo.
Portanto, tendo-se em vista os supracitados, tem-se que as práticas de justiça com as próprias mão devem ser erradicas. Cabe, então, ao governo, garantir uma segurança mais incisiva para a população, por meio da criação de uma guarda pública, composta pelo povo, que monitore e evite a ação desse. Assim garantindo, a segurança e o poder nas mãos do Estado, e evitando, consequentemente, que a população se subverta a ordem existente.