A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 10/05/2020

No filme “Batman Begins”, após ter seus pais assassinados em um assalto na violenta cidade de Gotham, Bruce Wayne decide lutar contra a criminalidade de sua cidade fazendo justiça com as próprias mãos. Já na vida real, este ato é comum no Brasil. Em um país onde a violência se torna cada vez mais constante, o surgimento dos justiceiros nos mostra uma questão que nunca foi dada a devida importância: a ineficiência na segurança pública e o aumento da insegurança nas cidades.

Com a crescente onda de violência gerada por todo o país, o atual cenário brasileiro contribui para que certa parte da população desacredite na eficiência do Estado em proporcionar segurança às suas famílias, além de que a demora no julgamento de casos mostra a fragilidade do sistema penal. Em consequência, a solução encontrada por muitos é a pratica da justiça com as próprias mãos. Os justiceiros assumem o papel da polícia e da justiça, reprimindo e punindo aqueles que cometem crimes. Apesar de a prática ter defensores, ela não contribui à manutenção da ordem social e desrespeita a Constituição.

Todavia, o problema está longe de ser solucionado. Enquanto houver a falta de políticas públicas a fim de diminuir a violência nos estados e assim, a insegurança dos cidadãos, ainda haverá justiceiros que irão fazer o papel que deveria ser feito pelo Estado. Dessa forma, a justiça feita com as próprias mãos pode destruir vidas de pessoas inocentes, devido os seus alvos serem condenados por princípios pessoais e não julgados pelo Poder Judiciário, podendo gerar mais violência nas cidades.

Levando- se em consideração os aspectos citados, faz-se necessário que, para que haja uma diminuição do número de justiceiros, o Ministério da Justiça, junto com policiais locais de cada cidade brasileira promovam a diminuição da violência por meio de operações a fim de ter uma maior eficiência na captura de criminosos, assim proporcionando mais segurança aos habitantes. Além disso, a mídia deve promover campanhas a respeito dos justiceiros, a fim de conscientizar as pessoas e mostrá-las as consequências desses atos. Ademais, o Ministério da Educação deve promover palestras em escolas com a intenção de educar e instruir jovens e crianças a respeito dessa atitude e sobre a criminalidade.