A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 16/08/2020
De acordo com Aristóteles, ‘A base da sociedade é a justiça’. Entretando no Brasil do XXI contraria-o, uma vez que o ato da justiça com as próprias mãos se torna constante na sociedade brasileira. Nesse sentido, essa prática de violência tem como causa a insuficiência de leis e encontra espaço na falta de debates.
Nessa perspectiva, há a questão da falta de lesgilação preventiva, que influi decisivamente na consolidação do problema. Segundo Umberto Eco, ‘Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável’. Nesse sentido, percebe-se uma impunidade, explicitada pela falta de lesgislação adequada. Assim, causando essa falsa sensação de justiça na população com o uso da violência, o que acaba por agravar ainda mais a situação atual que o país se encontra.
Além disso, cabe ressaltar que o silenciamento é um forte empecilho para a resolução do problema. O filósofo Foulcault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, evidência a carência do debate sobre o assunto. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Torna-se imperativo, portanto, modificar a visão da população acerca das leis. Isto pode ocorrer através de uma ação conjunta do Poder Judiciário com o Ministério da Educação, promovendo palestras e debates em escolas acerca do processo de elaboração e fiscalização das leis no Brasil, a fim de que as novas gerações se tornem mais atuantes e entendam o propósito das leis à resolução de problemas como a prática da justiça com as próprias mãos. Dessa forma, os cidadãos atuarão ativamente na mudança da realidade brasileira.