A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 24/08/2020
Desde os processos migratórios ocorridos no século XX, os centros urbanos obtiveram um aumento expressivo na quantidade de habitantes, o que resultou na elevação da violência e da criminalidade devido a desigualdade social estabelecida. Nesse sentindo, é perceptível que as consequências danosas dessa sociedade resultam no almejo impróprio de diversos cidadãos em realizar a justiça com as próprias mãos na presença de um Estado omisso.
A priori, em consonância com filósofo Rousseau, “O homem é bom, mas a sociedade que o corrompe.”, percebe-se que as situações de mazelas socioeconômicos e de ganância da alta classe média traz em si a transformação do homem, colaborando para o aparecimento do furto, da violência e até da morte de indivíduos em detrimento da fome, da falta de moradia e da ausência de honestidade. Nesse sentido, percebe-se que as maculas implantadas no sistema brasileiro faz-se proveniente de um Estado oculto, o que resulta em uma justiça tardia e ineficiente.
Nesse diapasão, evidencia-se que a corrupção do homem é produto do Estado ausente, no qual as leis presentes na Carta Magna Brasileira são coercitivas, tangenciando a veemente e necessária prática educativa de uma lei. Desta forma, faz-se presente na sociedade a prática da justiça com as próprias mãos a fim de se conseguir a equidade que, infelizmente, acaba sendo paralisada pelo próprio governo, como o caso do assassinato de Marielle Franco.
Portanto, faz-se necessário o exercício de leis educativas e da prática de um Poder Judiciário eficiente, igualitário e ágil. Assim, o Estado, em conjunto com o Ministério da Justiça, da Educação e da Saúde, deve trabalhar de forma contínua através da implantação de um sistema operacional congruente, a fim de realizar a rapidez nos estudos dos processos judiciários, além de implantar operações de entrega de alimentos, melhorias na saúde e na educação, principal agente transformador de uma sociedade, como forma de incentivar a população a exercer a equidade e garantir o direito da vida.