A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 31/08/2020
Um dos modelos de justiça do passado era a famosa lei de Talião, que dizia olho por olho e dente por dente, ou seja, a cada crime uma punição equivalente, mas atualmente, esse errôneo pensamento ainda persiste no comportamento de muitos brasileiros. Esse fenômeno deve ser analisado, tendo em vista a visão que os brasileiros tem a respeito de justiça e as consequências que tais atos podem trazer.
Em primeira análise, o principal erro da justiça feita com as próprias mãos é a visão de justiça que a pessoa comete o ato tem, que na maior parte das vezes contraria a as leis da Constituição Federal. E com isso o cidadão comete um crime com ilusão de estar fazendo algo correto. Além disso, a tal justiça feita por civis pode gerar uma onda ainda maior de crimes.
Em segunda análise é valido ressaltar a fala do protagonista da animação Naruto, que diz “A vingança torna-se uma cadeia de ódio”. Se não houvesse um Estado para intervir nos casos criminais, a justiça com as próprias mãos nunca teria fim e o Brasil estaria imerso nessa interminável onda de ódio.
Diante do exposto, é necessário combater a prática da justiça com as próprias mãos. Nesse sentido, o Ministério da Justiça deve agir por meio de propagandas publicitárias, para que fique claro a gravidade de tomar tais atitudes e, como isso pode ser prejudicial para quem oprime e para o oprimido. Por consequente, as escolas devem trabalhar esse tema por intermédio de palestras educativas, afim de que as crianças cresçam com a noção das consequências que essa prática pode resultar e, dessa forma, a prática da justiça com as próprias mãos ira dar espaço para a justiça constitucional realizada pelo Estado.