A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 18/08/2020
A justiça pelas próprias mãos é um problema que vez por outra se verifica repetidamente no Brasil, e o que é ainda mais preocupante, o apoio popular existente validando esse tipo de violência. Embora, haja morosidade dos órgãos de justiça e segurança, jamais se poderia compactuar com tamanha regressão a lei do Talião, em que valia a máxima do olho por olho e dente por dente. Sendo assim, encontrar caminhos para combater o revide por vias de fato neste país é um desafio que precisa ser enfrentado pela sociedade civil e Estado.
Conforme a filósofa Hannah Arendt “toda dor pode ser suportada se sobre ela puder ser contada uma história”. Na atualidade, as pessoas já não são ouvidas,consequentemente, suas histórias não são contadas. A dor se traduziu na potência de vingança. Entretanto, é necessário que a sociedade volte a produzir e reformular seus conceitos primordiais, para que, não se retome tempos sombrios de uma humanidade já ultrapassada.À vista disso,a instituição família e escola deveria trazer para reflexão temas importantes como a própria história de evolução e como conseguiu-se chegar em conquistas importantes como a própria Carta Magna Brasileira.
Nesse viés, a Constituição do Brasil sofreu alguns várias modificações, sendo a de 1988, a que teve maior participação da sociedade civil. As pessoas tem maior facilidade de respeitar uma lei quando participam ativamente na sua construção. Por isso, há grande importância em se abrir mais canais para refletir sobre a prática da justiça pelas próprias mãos como uma forma de injustiça, além disso, é um crime que não se justifica, sendo apenas uma catarse popular - uma retorno a barbárie.
Portanto, por um prisma de Direitos Humanos, é preciso que as autoridades do país promovam ações eficientes, através do Ministérios da Educação, para que a família e a própria escola possam contar achar maneiras de lidar com o que a própria sociedade produz, combatendo assim, que atitudes como justiça com as próprias mãos não ocorram mais, uma vez que, são atos que só reproduzem mais sofrimento, sem nenhum tipo de ganho para qualquer parte envolvida.