A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 18/08/2020
De acordo com o código de Hamurabi, fruto da antiga Mesopotâmia, as agressões deveriam ser equivalentes reciprocamente - “Olho por olho, dente por dente” - , o que justificava exacerbada violência mútua. Nessa perspectiva, é notório que para manter uma sociedade pacífica tal premissa é equivocada, contexto que esta presente na infeliz prática de justiça com as próprias mãos no Brasil. Por conta disso, dois tópicos devem ser debatidos: desumanização e a injustiça para com o inocente. Assim, medidas interventivas devem ser aplicadas a fim de estimular a paz no corpo social.
A priori, existem atitudes as quais demonstram um distanciamento da cordialidade. Nesse sentido, quando um indivíduo age indignado e movido por sentimentos negativos, morte e sequelas - físicas ou psíquicas - podem aparecer. Em paralelo a isso, no jogo “The Last of Us - Part ll”, as personagens principais, inimigas e motivadas por vingança, lutam entre si em um longo ciclo de violência, entretanto, as duas perdem pessoas próximas muito importantes por conta de seus impulsos raivosos, situação que - de forma semelhante - é real no território verde-amarelo. Esse nefasto panorama, é fruto da falta de diálogo, além da alimentação de pensamentos anti-éticos para com o outro. Dessa forma, é necessário tornar as leis de combate a atos bárbaros rígidas e o policiamento mais inteligente e efetivo.
Por outro lado, a tentativa de fazer “justiça” pode terminar em tragédia. Nessa continuação, uma “fake news” pode injustiçar um indivíduo e gerar euforia na população, a qual é capaz de agredir fortemente a pessoa citada em nome de uma “boa atitude social”. De maneira análoga, no fim da 2ª Guerra Mundial, um ato violento e covarde foi executado, as explosões das bombas atômicas em Hiroshima e Nagazaki, as quais ignoraram os direitos básicos dos muitos inocentes. Tal triste contexto, no cenário atual, é proveniente da falta de reflexão, no tocante ao julgamento coletivo precoce. Assim, educação deve ser difundida gratuitamente.
Em suma, ainda persiste a infeliz ação de de produzir justiça arbitrariamente no Brasil. Por isso, o MEC (Ministério da Educação e Cultura) deve promover orientação moral e cívica para a sociedade brasileira, por intermédio de palestras em localidades públicas, com respaldo de profissionais qualificados - sociólogos, policiais - e auxílio de panfletos informativos. Em síntese, as ações têm a finalidade de produzir um país mais pacífico, com menos impulsividade, mínimos julgamentos emotivos e diminuição ao máximo de tendências violentas.