A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 18/08/2020

Em diversos cenários de filmes e livros, é muito popular o personagem “justiceiro”, que é geralmente retratado por alguém que, de alguma forma, sofreu injustiças e decide lutar contra elas por conta própria, sempre na figura de herói. Mas, quando, trazida para o mundo real, essa prática gera mais problemas do que soluções.

Embora muito glamourizado e caricato, esses personagens compartilham de mesmo sentimento que pessoas reais: a falta de fé no cumprimento da lei. Diversas experiências e relatos geram a descrença de que a justiça seja feita, seja por falta de recursos, pela repressão e pelo preconceito sofrido ou conhecimento do falho sistema jurídico do país. O que leva os indivíduos a cometerem atos por vingança, que podem ou não trazer o sentimento de justiça, mas que certamente agravarão a situação já recorrente.

Além disso, diferentemente da justiça pelas próprias mãos, aquela aplicada pelo Estado foi elaborada para prevenir a ocorrência de injustiças e, para o caso delas acontecerem, evitar que se repitam. Todavia, nem sempre é este o desenrolar, uma vez que vários setores responsáveis por cumprir essa tarefa, como o prisional e o policial, são negligenciados e desvalorizados.

Portanto, medidas preventivas se fazem necessárias para que se possa evitar tal problema. O Ministério da Justiça e da Segurança Pública deve destinar verba suficiente para garantir o bom funcionamento de setores responsáveis pela justiça, tal como o cumprimento da lei. Adicionado a isso, o Ministério da Educação deve implantar no currículo do ensino fundamental o estudo de cidadania e promover discussões acerca do assunto. Para, desta forma, prevenir o presente e assegurar o futuro.