A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 26/08/2020

A escultura da justiça representada por uma mulher, com os olhos vendados e espada nas mãos em Brasília, simboliza como o direito deve ser exercido de forma imparcial, forte e com as regras necessárias. No entanto, ineficiência na gestão dos recursos destinados à segurança pública, a corrupção policial associados com a burocracia no funcionalismo do Poder Judiciário, resultam na descrença de proteção e justiça por nossa população.

Em nosso país, essa descrença social em nossa policia é crescente , pois, apesar dos altos  recursos destinados a segurança pública, não é possível  atender a demanda que a sociedade requer, uma vez que, não acompanha o aumento da criminalidade, principalmente, nos grandes centros urbanos. Além disso, a corrupção policial, resulta em impunidade e na manutenção de crimes e da  violência, transmitindo assim  a fraqueza e a  isenção do Estado perante a segurança da  população, que se sente no direito te punir com as próprias mãos.

Ademais, a burocracia no setor judiciário também é um fator que reproduz impunidade e revolta para sociedade, visto que, sem abrir mão de suas regras, precisa se  tornar mais ágil na aplicação e sentenciamento de leis, garantindo então a devida punição . Pois, muitos crimes de vingança  individual, familiar e de organizações criminosas que assombram , principalmente determinados grupos como:  cidadãos de pequenas cidades interioranas e moradores de periferias , acontecem devido a lentidão jurídica e ao descredito da funcionalidade da justiça.

Por isso, para inibir a justiça com as próprias mãos por nossa sociedade é preciso que o Ministério da Justiça aumente o investimento em  recursos e também pressione os Governos Estaduais na gestão da segurança pública, com medidas de melhoria dos salários policiais e aumento do policiamento,  para então desincentivar a corrupção e  coibir com mais eficácia a violência. Além do mais, é necessária uma reforma administrativa no Poder Judiciário, que diminua a burocracia e o torne mais tecnológico, para que assim tenha um melhor  funcionalismo e julgue com mais agilidade.