A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 29/08/2020
Segundo a Lei de Talião, todos os delitos devem ser punidos em reciprocidade de medida. Tal visão, são de períodos históricos em que a humanidade não padronizava algumas condutas e dessa forma era incoerente. Por analogia, a atual sociedade encontra-se difundida em exacerbada violência. Assim, pessoas decidem executar justiça com as próprias mãos, porém, fomentam mais injustiças e reiniciam ciclos danosos.
De acordo com Thomas Hobbes, o ser humano nasce selvagem, possuí medo e causa medo, necessitando que o Estado estipule ordens sobre si. Partindo dessa conjectura, a comunidade age baseada em indignação e raiva, quando pune um indivíduo, são ações promovidas sem qualquer fundamento legal, ocupando o lugar do judiciário, que não lhe cabe. Logo, os malefícios são intensificados.
Conforme apresenta o filme “A Justiceira”, há a exemplificação do desejo de vingança que permeia vítimas de atrocidades, conduzindo estas a seguirem suas próprias verdades sobre a correção. Enfim, a mistura da sociedade líquida, que reinventam seus princípios, adicionado aos abrandamentos judiciais, causam a renovação de atitudes violentas.
Portanto, é imprescindível que o Ministério da Justiça, órgão competente, aliado aos canais midiáticos, haja por meio de campanhas, informando a população sobre o seu papel, ressaltando a importância da justiça ser desempenhada constitucionalmente e incentivando denúncias acerca de práticas levianas. Com o propósito de impulsionar igualdade nesta sociedade.